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O Remo é uma modalidade desportiva com termos técnicos muito específicos. Aqui ficam alguns dos vocábulos mais usados pelos remadores.

Compilado por Carlos Henriques

A
Aba (da pá) – Fachas laterais de um e de outro lado da espinha.
Adernar – Tombar, inclinar.
Aguenta – Voz de comando para os remadores pararem o barco, mergulhando as pás na água.
Alavanca – Parte do remo que fica entre o tacão e o punho.
Alcatraz – Peça que se prolonga a todo o perímetro do barco abaixo da borda, ligando as extremidades superiores das cavernas.
Alhetas – Parte curva, de um e de outro lado, junto à popa.
Amuras – Parte curva, de um e de outro lado, junto à proa.
Ancora – Tipo de Ferro
Anteparas – Madeiras que dividem as caixas-de-ar do poço.
Aranha – Peças em tubo metálico ou em carbono que sustentam as forquetas.
Ataque – Entrada da pá do remo na água.
Atracar – Encostar o barco ao pontão.

B
Balizas – Postes ou bóias para delimitação da pista e da meta.
Baixa-Mar – Ponto máximo da vazante duma maré.
Bancadas – Tiras de madeira, presas no alcatraz, que constituem os suportes transversais das calhas do carrinho ou slide.
Barco – Construção flutuante de forma mais ou menos alongada destinada a sulcar as águas.
Barlavento – Lado de onde sopra o vento.
Bartedouro – recipiente para esgotar a agua de uma embarcação
Boca – Largura máxima de uma embarcação
Boça – Pequeno cabo para amarração e que é fixado a um olhal da proa.
Boeira – Orifício por onde a caixa de ar comunica com o exterior.
Bombordo – Lado esquerdo, olhando para a proa.
Borda – Ver Falca.
Braço – Reforço que vai da bancada à falca.

C
Cabo – Torcido de fibras vegetais, sintéticas ou de aço para serviços de bordo.
Cachola – Parte do leme que liga à meia-lua e fica perpendicular a ela.
Cadaste – Pequena peça de madeira que une a sobrequilha aos alcatrazes e que termina o barco na sua parte posterior, onde, por vezes, vem ligar o leme.
Calado – Distância da linha de agua ao ponto mais baixo da quilha
Calhas – Pequenas travessas de madeira, normalmente revestidas por meia cana de metal, sobre as quais desliza o slide.
Cana – Parte do remo que fica entre a garganta e o forro.
Cana do leme - barra fixa na cachola do leme para o manobrar.
Carangueja – Prisão da pá do remo na água por falta cometida pelo remador com o barco em andamento.
Carrinho – Ver Slide.
Casco – Conjunto de madeiramento ou fibra que constitui como que o invólucro do barco e que assenta na água.
Caturrar – Oscilação de uma embarcação no sentido proa-popa por efeito da ondulação.
Cavernas – Arcos que prendem e dão a forma ao madeiramento do casco.
Ciar – Remar para trás.
Contraventamento – Travessa oblíqua ao eixo do barco, indo de um ao outro dormente.
Costado – Parte lateral e exterior do casco.
Croque – Vara com um gancho na ponta para puxar cabos ou outros objectos para bordo.

D
Dar a borda – Adrenar.
Dormente – Parte onde assentam as bancadas.
Double-Skull – Shell para dois remadores, sem timoneiro e de remos parelhos.
Defensa – Objecto maleável que se coloca ao longo do casco para protecção.

E
Espinha – Travessa que sustenta a tela longitudinalmente.
Espinha da Pá – Parte saliente ao longo do eixo da pá.
Estibordo – Lado direito, olhando para a proa.
Estofo da maré – Período de tempo em que não há corrente de maré.
Estropos – cabos ligados à embarcação por onde esta é içada.

F
Falca – Tábua que termina o casco na borda e se estende a todo o comprimento do poço, e onde se vêm ligar as aranhas.
Farol – construção notável num ponto da costa para aviso e prevenção à navegação.
Faróis de navegação – As luzes de navegação de uma embarcação. Visíveis de frente, vermelho a bombordo e verde e estibordo. Branca vista da popa.
Ferro – Aparelho metálico que serve para prender o barco ao fundo.
Fiel – Prego comprido que liga o leme ou o pau de voga ao barco, enfiando pelos machos-fêmeas.
Final – Saída do remo da água e acção que a precede imediatamente.
Forqueta – Aparelho metálico ou plástico em forma de argola aberta, ao qual se pode imprimir um movimento de rotação sobre um eixo vertical (fuso) e onde assenta o tacão do remo.
Forro – Parte de couro ou manga plástica que forra o remo onde assenta o tacão.
Fundear – Largar para o fundo um ferro de modo a embarcação ficar segura.
Fuso – Eixo metálico vertical onde encaixa a forqueta.

G
Garganta – Parte mais delgada do remo, junto à pá.
Garrar – Arrastar o Ferro por este não segurar bem a embarcação.
Galdropes ou Gualdropes – Cabos que partem da meia-lua do leme, vêm até ao Guarda-Patrão e se destinam à manobra do leme.
Guarda-Patrão – Tábua destinada a servir de encosto ao timoneiro.
Guinada – Desvio brusco no rumo do barco.

H
Hastear – içar, arvorar, fazer subir as bandeiras.

J
Juiz-Árbitro – O que fiscaliza os barcos em corrida, submetidos aos regulamentos da regata.
Juiz de Chegada – O que assinala os barcos que chegam à meta.
Juiz de partida – O que dá o sinal e vozes de largada às tripulações que vão correr.
Júri – Grupo de indivíduos nomeados para apreciarem as provas e classificam os competidores, resolvendo todos os assuntos referentes à regata.

L
Larga – Voz de comando para largar.
Largada – 1. Acto de sair do local de partida. 2. Remada em cadência mais rápida, própria para esse fim.
Largar – 1. Afastar a embarcação da ponte de embarque. 2. Acto de começar a remar. 3. Começo da regata.
Leme – Aparelho destinado a controlar o destino do barco.
Leva ou Leva Remos – Voz de comando para deixar de remar, mantendo a pá do remo horizontal e à superfície da água sem pressão, e o remo perpendicular à linha longitudinal do barco.
Linha de agua – linha imaginária que separa as obras vivas das obras mortas

M
Machos – Fêmeas – Peças metálicas destinadas a ligarem o leme ao cadaste e o pau de voga à quilha.
Mão de Dentro ou Interna – A mão do remador que está colocada no punho do remo do lado da forqueta.
Mão de Fora ou Externa – A mão do remador que está colocada no extremo do punho do remo.
Marés – Movimentos oscilatórios e verticais da água que se produzem duas vezes por dia.
Meia-Lua do Leme – Peça de madeira perpendicular à porta e à cachola do leme e onde se prendem os galdropes.
Meia-Nau – 1. Parte média do barco. 2. Remadores que têm lugar na parte média do barco.
Meio Navio – Região da embarcação a meio do seu comprimento.
Meta – Linha demarcada entre duas balizas e perpendicular à pista, que assinala o fim do percurso da regata.
Mirómetro – Aparelho especial que se coloca no enfiamento da linha de chegada para determinar com precisão o momento em que os barcos que se encontram em competição vão cortando essa linha.

N
Nadir – Ponto onde a vertical de lugar encontra a esfera celeste no lado oposto ao Zénite.
Nauta – Navegador, marinheiro.
Nó – Medida de velocidade correspondente a uma milha por hora (1852 metros/hora).

O
Obras Mortas – Parte do casco que fica fora de água.
Obras Vivas – Parte do casco que fica mergulhado na água.

P
Pau de Voga – Peça de madeira ou fibra onde o remador apoia os pés quando a remar.
Pás de Chapa – Acto de colocar a pá na horizontal, à superfície da água, tendo em vista a estabilização da embarcação.
Patilhão – Acrescento aplicado na quilha para aumentar a estabilidade e a resistência ao abatimento numa embarcação.
Pés de Carneiro – Prumos que vão das bancadas à sobrequilha.
Pista – Local do percurso da regata.
Poço – Local onde se instalam os remadores e a aparelhagem necessária.
Poleia – Prumo que sai horizontalmente de uma parede e se destina a sustentar os barcos, quando armazenados em terra.
Pontal – Distancia que vai da parte superior da quilha ao convés da embarcação.
Popa – Parte posterior do barco.
Porta – Parte mais larga do leme que fica mergulhada e tem influência directa no controle do rumo do barco.
Praia-Mar ou Preia-Mar – Ponto máximo da enchente de uma maré.
Prancha – Pequeno cais flutuante que serve de embarque e desembarque. O mesmo que pontão.
Proa – 1. Parte anterior do barco. 2. Remador que fica atrás de todos os outros.
Punho – Parte do remo onde o remador apoia as mãos.
Punhos à Falca – Acto de colocar o punho apoiado na borda do barco tendo em vista verificar a distribuição do peso dos atletas no barco.
 

Q
Quebra-Mar – Conjunto formado por duas peças em madeira ou fibra dispostas em V que impedem a entrada de água para o poço.
Quilha – Peça de madeira ou fibra a todo o comprimento do barco, sobre a qual assenta e é travado todo o cavername.
 

R
Ré – Lado da popa.
Regata – Competição entre dois ou mais barcos que têm como objectivo chegar primeiro à meta.
Regeira – 1. Embarcação ou pontão fundeado na linha de partida, com um tripulante que agarra a popa de um barco que vai partir para mantê-lo parado até que seja dado o sinal de largada. 2. Bóia ancorada à qual se agarra o timoneiro de uma embarcação que vai partir, para mantê-la parada até ao sinal de largada. 3. Cabo de amarração que vindo da proa fixa no cais à ré ou vindo da popa fixa no cais a vante.
Rema – Voz de comando para remar.
Remada – Todo o movimento do remador de um a outro ataque; remada propriamente dita, tempo de apoio de um remo na água.
Remar – Acção de fazer andar o barco para vante com os remos.
Remo de Ponta – Remo que o remador empunha com ambas as mãos (um por remador).
Remo Parelho – Remo que o remador empunha com uma só mão (dois por remador).
Roda de Proa – Peça de madeira ou fibra que une a sobrequilha aos alcatrazes e fecha o casco na sua parte anterior.
Rumo – Caminho, rota.

S
Shell – Termo inglês utilizado internacionalmente para designar um barco construído em tabuado liso ou fibra, muito frágil, leve e comprido fechado à proa e à popa. Os remadores sentam-se atrás uns dos outros, no mesmo enfiamento, e cada remo está apoiado numa forqueta, montada numa aranha fora da borda do casco. É o barco de competição por excelência. Existem barcos com um, dois, quatro e oito remadores.
Skiff – Shell para um só remador e com remos parelhos.
Slide – Termo inglês que se aplica modernamente ao banco móvel.
Sobrequilha – Peça de madeira que percorre o fundo do barco da popa à proa pelo lado interno. Juntamente com as cavernas, forma como que o esqueleto do barco.
Sota – 1. Lado oposto à voga. 2. Qualquer remador que tenha o remo para esse lado.
Sota-Proa – Remador que fica à frente do Proa.
Sota-Voga – Remador que fica atrás do voga.
Sotavento – Lado para onde sopra o vento.
Suspender – Levantar a âncora trazendo-a para cima.
 

T
Tacão – Peça de plástico que envolve a cana do remo na zona onde este se apoia na forqueta.
Tanque – Pequena piscina destinada à aprendizagem da mecânica da remada.
Tela – Plástico que serve para fechar o casco na sua parte superior.
Timoneiro – Homem ou mulher que está encarregado de governar o leme.
Trancar – Fixar, durante algum tempo o leme numa posição que faça um ângulo bem marcado com o eixo do barco.
Través – Cada um dos lados da embarcação.
 

U
Unha – Extremo da pata da âncora.
Unhar – A acção de uma unha a enterrar-se no fundo.
 

V
Vante – Lado da proa.
Vau – Travessa que liga a espinha ao alcatraz.
Verdugo – Ripa delgada em meia cana que termina as telas pelo lado externo do casco para o proteger.
Vinda à Frente – Recuperação da posição de ataque.
Voga – 1. Cadência de remada. 2. Remador que fica de costas para todos os outros e os guia; lado do barco para o qual fica o remo deste remador.
Vozes de Largada – Palavras regulamentares proferidas pelo juiz de partida e que são: “prontos...larga”.

Y
Yolle – Barco de casco aberto, mais pesado que o shell, construído em tabuado ou fibra trincado. Os remadores encontram-se uns atrás dos outros, não no mesmo enfiamento, mas alternadamente para a esquerda e para a direita. As forquetas são apoiadas na própria borda do barco. Não é utilizado actualmente nas grandes competições internacionais.
Yollette – Barco de casco liso mas mais largo que o Shell adequado para águas mais revoltas, pode ser de pontas ou parelhos.

Z
Zénite – Ponto, em qualquer lugar da Terra, onde a vertical prolongada acima do observador, vai aparentemente, encontrar a esfera celeste.

SINAIS ACÚSTICOS:

Quando uma embarcação pretende guinar para ESTIBORDO – um som.

Quando vai guinar para BOMBORDO - dois apitos.

Quando pretende Fazer MARCHA A RÉ – Três sons.

SINAIS LUMINOSOS :

Em geral as embarcações devem trazer luzes de bordo que são :

ESTIBORDO – Luz Verde.

BOMBORDO – Luz Vermelha.

MASTRO – Luz Branca.

Nós essenciais para um timoneiro:

Lais de Guia, Laçada, Nó Direito e Volta de Fiel.